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    O Grande Festival de Mela : Pushkar, Índia - Por Márcia Pavarini
    Postado em 04/07/2008

    Texto e fotos: Márcia Pavarini

    Veja, abaixo, todas as imagens desta viagem na galeria de fotos.




    Novembro/2007


    Cavalos com olhos de norueguês? Camelos decorados apostando corrida ou fazendo acrobacias; bois com miçangas nos chifres...



    ...ascetas de turbante encantando cobras, gurus engolindo espadas e ciganas com roupas coloridas catando estrume para alimentar a fogueira. Bem, nada disso é surreal considerando que acontece na grande feira de Mela em Pushkar, a cidade sagrada dos Brahmas, na Índia.


    Pushkar é uma pequena vila  com apenas 11 mil habitantes, perto do deserto de Thar, no Estado do Rajastão, a noroeste da Índia. Sua importância histórica e religiosa é enorme, considerando-se que é o berço dos Brâmanes, a casta mais alta na hierarquia hindu. Abriga templos em homenagem ao deus criador Brahma, únicos em todo o território indiano.


    Mas, em novembro de cada ano sempre na semana que precede à lua cheia, a pequena cidade de Pushkar é “invadida” por aproximadamente 200 mil pessoas entre visitantes, camponeses e nômades que vêm participar das competições de pintura, corrida e acrobacias de camelos e de cavalos, exposição e comercialização de animais.


    Os pastores das tribos nômades do Rajastão (os RAIKAS) organizam-se com muitos meses de antecedência  para a feira. Atravessam o árido deserto de Thar acompanhando suas manadas pela rota migratória para chegar  a tempo à FEIRA DE MELA na KARTIK PURINA ( lua cheia de novembro).


    Conforme vão chegando à planície desértica ao sul da cidade de Pushkar, local onde acontece a feira, vão se instalando em rústicas tendas, formando um gigantesco acampamento, a perder de vista pelo vale desértico.


    O evento acontece na grande arena. A pintura e o ornamento dos camelos são avaliados por uma banca examinadora que dará a nota tendo em vista os requisitos exigidos. A grana do prêmio é alta e a estética do animal conta muito.


    Mais de 50 mil animais são trazidos todos os anos para serem vendidos, trocados e negociados ou apenas para participarem das competições.


    Os camelos, que são as estrelas da festa,  são maquiados com hena, adornados com flores, pedrarias e a pelagem é tosada formando desenhos geométricos. A pintura e o ornamento dos camelos são avaliados por uma banca examinadora que dará a nota, tendo em vista os requisitos exigidos. São dez dias de movimento incessante.

    No coração da cidade fica o lago sagrado aonde os cidadãos da casta Brahma vêm purificar-se e fazer as oferendas.

    A Índia está entre os cinco maiores países do mundo e é o segundo mais populoso da Terra, com mais de 1 bilhão de habitantes, perdendo apenas para a China. Seu território vai desde as montanhas do Himalaia, ao norte, até o Oceano Índico, no Sul. Berço dos alicerces da espiritualidade moderna(o hinduísmo) a Índia é conhecida pelas técnicas de relaxamento, Yoga, técnicas do amor e sexo, o Kama Sutra, técnicas de cura através da medicinas alternativas como a ayurvédica. O chá, o algodão, as roupas e bijuterias continuam atraindo e encantando o Ocidente.

    O país conquistou a independência do domínio britânico em 1947. Os  idiomas oficiais são: hindi, Bengali, inglês e mais de 18 dialetos oficiais.

    As religiões predominantes são: hinduísmo (80%) e islamismo (13%)


    Caminhar entre as tendas e observar o vibrante cotidiano dos nômades acampados durante o festival é uma experiência daquelas que ficam tatuadas para sempre em nossa memória.


    Fonte: Marcia Pavarini


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    Márcia Pavarini
    Ao longo de vários anos Márcia Pavarini percorreu o mundo viajando por todos os continentes e até aos Pólos. Foi anotando suas aventuras em diários que, hoje, perfazem aproximadamente 5.000 páginas. Ela esteve, até agora, em 240 países, de acordo com o critério de contagem da Travelers Century Club TCC. Na Coluna “Diário das 1001 Viagens” Márcia Pavarini divide com os internautas, do Portal, as experiências vivenciadas durante suas andanças.





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