Texto e fotos Márcia
Pavarini

Distribuídas sobre o azul profundo dos mares do Pacífico Sul, as
118 ilhas que compõem os cinco arquipélagos da Polinésia Francesa – Sociedade
Tuamotu, Marquesas, Austrais e Gambier – reúnem uma série de
particularidades.


De origem vulcânica ou coralina, há as montanhosas que se elevam
majestosas acima das lagunas, as que ostentam cascatas que despencam de morros,
as de vegetação exuberante com flores tiare tahiti (emblema do Taiti)... Cada
uma do seu jeito, todas têm em comum o fato de enfeitiçarem gerações de
escritores, viajantes e exploradores graças a atóis translúcidos e praias de
areias brancas banhadas por águas de diversos matizes de azul.

A maior e mais famosa ilha da Polinésia Francesa é o Taiti,
localizado no arquipélago Sociedade. Foi domínio da dinastia pomaré até 1880,
quando passou a ser colônia da França.
Hoje, o território é autônomo. Os
taitianos são considerados cidadãos franceses e ambas as línguas, taitiana
e francesa, são usadas no local.


A ilha é emoldurada por montanhas escarpadas, como o Monte
Orohena, com 2.241m. Além disso, há vales profundos com florestas densas, rios e
cascatas.
Papeete, a capital, é o ponto de chegada e saída da maioria
dos visitantes.
Lá, visitas ao Mercado Municipal, à Catedral Notre Dame, ao
Jardim Botânico e às cachoeiras, bem como ao museu do pintor Gauguin, são
programas imperdíveis.



A próxima parada é Bora Bora, também no arquipélago
Sociedade. Com a célebre Laguna Mupiti e uma série de resorts com bangalôs acima
domar, é um exemplo perfeito de ilha paradisíaca.



Vista de cima, a tal laguna, com tonalidades inimagináveis do
verde ao azul, é um dos cenários considerados mais bonitos do mundo.

Moorea, outra famosa ilha polinésia, apresenta-se como um
aprazível recanto de mergulho e tranquilidade.

As principais atrações da região são as baías de Cook e Opunohu, o
“Belvedere” (ponto panorâmico), a vila Tiki e as praias de Temae e Tiahura, uma
mais linda que a outra.


Outro lugar que não pode faltar durante uma visita ao local é
Rangiroa, no arquipélago de Tuamotu. Trata-se de um dos maiores atóis do mundo,
com 1.640km2. É mundialmente conhecido pelos mergulhadores graças à excepcional
fauna marinha que se concentra na região.
E tem mais: Tetiaroa, Raiatea,
Minihi e Huahiné têm praias espetaculares.


Após ser colonizada, a Polinésia, de uma forma geral,
submeteu-se por muito tempo à cultura europeia, mas tem cada vez mais se
aproximado das suas raízes e de renascença cultural. Isso pode ser visto na
dança, no artesanato e nas tradicionais tatuagens que os nativos ostentam.


OS BANGALÔS ACIMA DO MAR E A SIMPATIA DOS EXÓTICOS NATIVOS
COSTUMAM ENFEITIÇAR OS VISITANTES

A viagem até a Polinésia Francesa é longa, com cerca de 20 horas
de voo e escalas em lugares como Chile e Ilha da Páscoa. Por isso, a ordem
é viajar preparado para conhecer tudo que cada ilha tem a oferecer.