Texto e fotos
Por Márcia Pavarini
Não é difícil imaginar-se em meio à Floresta do AVATAR ao adentrar pelos igarapés do arquipélago de Anavilhanas, no Amazonas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo.

Nesse paraíso ecológico, é possível acariciar (ou mergulhar com) os Botos Cor-de-rosa, cruzar com bichos exóticos, (como a preguiça, sucuris, jacarés), e se deslumbrar com revoadas de araras, papagaios, tucanos e falcões.


Não há como descrever a sensação de navegar em canoas de madeira e em embarcações regionais pelo mar de água doce do Rio Negro que transborda pelo labirinto das ilhas do maior arquipélago fluvial do mundo.


Na época da seca, praias de areias brancas emergem no meio do rio Negro, contrastando com as suas águas de cor avermelhada, enquanto que, no período da cheia, a aventura fica por conta do passeio de canoa pela mata alagada.


O Arquipélago de Anavilhanas, é uma Estação Ecológica que fica 240 Km a oeste de Manaus. Ele é formado por nada menos que 400 ilhas, cobertas por uma floresta densa, entrecortadas pelos igapós (mata alagada) e igarapés, (canais estreitos entre a mata cerrada e árvores frondosas) ricas em espécies vegetais, com uma flora característica do bioma Amazônia, formando ecossistemas fluviais e lacustres.

A região é, ainda, habitat natural de mamíferos, como primatas, felinos e outras espécies como o tamanduá bandeira, o gato maracajá e o próprio peixe-boi-da Amazônia ameaçado de extinção.


A cidade de Novo Airão, chamada de "parte terrestre do Arquipélago” é a cidade base para a visita à região. O Arquipélago é conhecido como paraíso ecológico, sendo responsável pela conservação de uma importante porção da Amazônia brasileira.

O ponto alto da visita a Novo Airão, são os Botos Cor-de-rosa. A interação com esses graciosos golfinhos de água doce é na sede da Estação Ecológica, sob a supervisão dos tratadores e biólogos, mas eles estão por toda parte.

Boto-vermelho ou Boto cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é o maior golfinho de água doce do Planeta. Ele pode viver até 50 anos, mas as taxas reprodutivas baixas, o longo período de cuidado parental, aliada a ameaça sem trégua dos caçadores/pescadores ilegais, têm fragilizado a espécie.


Mas a experiência não fica só por conta das belezas naturais, tem também a culinária da região, à base de peixes e pratos típicos do Norte e Nordeste, como o famoso “baião de dois” e outros quitutes muito bem preparados pelos locais. Vale a pena embarcar nessa “canoa”.

Depois de alguns dias assimilando o espírito da Floresta, é quase impossível não sentir-se um personagem da Tribo da Água - do Reino da Terra - da Nação do Fogo – dos Nômades do Ar, na Lenda de James Cameron.

Como chegar:
De carro> Partindo de Manaus, atravessando pela ponte o Rio Negro, siga pela Rodovia Manuel Urbano (AM-070) em direção à Manacapuru. Acesso à direita no Km 8- para a Rodovia Samuel Benchimol (AM-352), seguindo em direção à Novo Airão, por mais 98 Km. Em média, completa-se o trajeto em 3 horas.
De Barco> Há barcos regionais e lanchas rápidas que levam de 9 e 3 horas (respectivamente) até Novo Airão.
