Pra lá de
Bagdá
Dia desses
estava em casa em Tóquio checando meus e-mails, vendo os comentários do Blog e
acompanhando as notícias do ZNR quando chegou uma mensagem com uma história
curiosa. A jornalista Márcia Pavarini, sem que sua mãe tivesse sequer conhecido
o Velho Antunes, alegava ser de certa forma minha irmã. Fiquei intrigado com o
começo da história e fui ler até o fim

Márcia morava no Iraque durante o período em que meu irmão Edu foi treinador
da seleção iraquiana, tempos de Saddan Hussein no comando geral e Udai Hussein
no comando do futebol. E fez de tudo mesmo para assistir a um jogo do Flamengo,
onde eu atuava, e o time comandado pelo meu irmão. Até aí nada de novo. Mas só
que a nossa brava brazuca, dando o tradicional jeitinho brasileiro, não usou o
meio mais tradicional para adentrar o estádio. A própria Márcia explica e eu
reproduzo o trecho do conto que ela me enviou.
- Quando chegamos nas
imediações do Estádio “Al Shahab Al Douali”, vimos uma multidão. Uma verdadeira
massa humana contornava os portões, que há haviam sido fechados. Fiquei
aterrorizada com a possibilidade de não conseguir entrar para assistir àquele
jogo, afinal, morando há mais de dois anos no Iraque, meu patriotismo aflorava
na pele. (...) Lídia, eu vou entrar neste jogo, custe o que
custar.
Correndo o risco de vida, Márcia simplesmente chegou ao portão do
estádio e disse aos soldados que era minha irmã. O susto do soldado foi tão
grande com a informação que, para sorte dela, os documentos que comprovassem o
parentesco não foram pedidos.
Márcia na verdade se passou pela Zezé, que
é a única mulher entre os Antunes. E chegou até a Tribuna de Honra onde
encontrou uma pessoa que seria a minha mãe. Minha mãe em Bagdá? Quando li o
e-mail e dizia isso fiquei intrigado. Foi meu irmão Edu que fez o tira-teima
explicando que Dona Matilde estava mesmo no Iraque naquela época, próxima ao
aniversário dele.
O mais engraçado é que mamãe puxou maior papo com a
Márcia, o que deixou os soldados convictos de que tudo ali estava em família. E
nossa corajosa jornalista, que correu riscos ao tentar enganar os militares de
Hussein, pôde ver o jogo tranqüilamente.
Na troca de e-mails com ela, ficou a mensagem que
também está no conto:
- "meu caro irmão, fica aqui gravado o meu pedido de desculpas por
haver passado por sua irmã". - "Márcia, nem precisava disso. Está mais do que
perdoada e digo isso aqui publicamente, afinal essa história sua é sensacional e
eu tinha que dividir com a turma no Cantinho..."
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